Através da janela do seu quarto ela
observa o mundo,
um mundo que ninguém vê,
um mundo diferente,
que uma simples amizade
pode se tornar em um grande amor.
Vários braços se abrem para aconchega-la,
mas ela sente medo,
medo de sofrer,
medo de que seu amor não seja
correspondido,
medo de ter que chorar,
e por não ter ninguém por perto
para poder abraça-la,
beijá-la, consola-la.
Por isso ela se esconde nessa carinha de
menina,
demostrando santidade, mas que na
realidade,
em seu interior só há tristezas, por não
ter
forças de descobrir o verdadeiro amor que
ela
possa libertar.
Queria poder eu, um simples e pequeno
menino,
olhar bem fundo em seus olhos e lhe dizer o
quanto há amo,
e que estou ali para protegê-la de todo e
qualquer mal.
Mas não posso,
pois sou muito pequenino para a grande
mulher que ela há
esconder em seu peito.
E por mais uma vez eu me ponho a chorar por
um amor perdido,
que queima e abrasa o meu coração.


